Ações

O Projeto Transição Agroecológica na Caatinga: mais alimentos saudáveis e com resiliência climática é desenvolvido no contexto do Edital Da Terra à Mesa, desde meados de abril de 2025, e dialoga com os propósitos do edital, na medida em que, estimula e apoia o processo de transição agroecológica e a resiliência climática com famílias agricultoras, em comunidades rurais do semiárido, através da difusão dos princípios, práticas e tecnologias agroecológicas promotoras da produção diversificada de alimentos saudáveis e da recuperação e conservação do meio ambiente e do incentivo à organização social especialmente jovens e mulheres. Durante todo período de execução do projeto serão realizadas atividades de construção e troca de conhecimentos – intercâmbios, dias de campo, encontros, oficinas temáticas e diagnósticos rurais participativos.

Além disso, o projeto oferece assessoria técnica familiar e coletiva considerando conteúdos específicos e aplicados às atividades produtivas e sociais, relacionadas às dinâmicas das famílias agricultoras em seus agroecossistemas e nas organizações de base. Beneficiando, de forma direta, 1.000 famílias agricultoras nos territórios do Sertão do Araripe em Pernambuco, nos municípios de Araripina (200), Ouricuri (200), Exu (100), Ipubi (100), Santa Cruz (50) e Santa Filomena (50); e na região do Vale do Itaim no Piauí, nos municípios de Simões (100), Marcolândia (50), Padre Marcos (50) e Caldeirão Grande (100). A ONG Chapada visa promover apoio técnico e material para melhorar a infraestrutura, a capacidade técnica e gerencial de familiares agricultoras em agroecossistemas de base agroecológica em comunidades rurais, nos territórios do Sertão do Araripe e do Vale do Itaim, no Semiárido brasileiro.

Objetivo geral

Fortalecer e ampliar a produção da agricultura familiar agroecológica e suas organizações nos territórios de Araripe em Pernambuco e Vale do Rio Itaim no Piauí, Semiárido brasileiro.

Objetivos específicos
  • Incentivar a apoiar processos de pesquisa e experimentação, visando a inovação camponesa e construção de conhecimentos para aumentar a produtividade e qualidade dos alimentos da agricultura familiar;
  • Formar e aumentar as capacidades de agentes de assessoria e famílias agricultoras experimentadoras para garantir acompanhamento qualificado às famílias e avançar na transição agroecológica;
  • Promover o acesso à financiamento para aquisição de máquinas, equipamentos e implementos agropecuários e agroindustriais que ajudem a diminuir o árduo trabalho rural, com especial atenção ao trabalho de mulheres e jovens;
  • Fortalecer e incentivar as dinâmicas de redes sociotécnicas e de agricultores experimentadores/as agroecológicos;
  • Melhorar a autonomia econômica e a segurança alimentar e nutricional das famílias do campo e da cidade, aliado a promoção de sistemas de agroalimentares resilientes e adaptados às mudanças do clima, restauração de solos, água e florestas, e relações sociais justas e solidárias.

O Projeto Transição Agroecológica na Caatinga: mais alimentos saudáveis e com resiliência climática é fruto do Edital Da Terra à Mesa, lançado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. A iniciativa é desenvolvida pela ONG Chapada com a parceria da Associação dos Agricultores Familiares da Serra dos Paus Doias de Exu (Agrodoia) e da Associação dos Feirantes Agroecológicos de Araripina (Afaga).

O projeto tem como foco a cadeia produtiva da mandiocultura, sendo executado junto a um grupo de 20 mulheres agricultoras que vivem na Serra do Cavaco I, município de Araripina (PE). A iniciativa visa reduzir o desperdício existente na cultura da mandioca com aproveitamento total das raízes e partes aéreas na produção da ração; reduzir os gastos das mulheres com a aquisição de ração balanceada no comércio local para os seus animais; melhorar os níveis de renda das mulheres participantes do projeto, na medida em que elas comercializarem a ração que será produzida na unidade de beneficiamento.

As mandiocultoras são autossuficientes no que diz respeito ao cultivo de plantas forrageiras em suas propriedades para a fabricação da ração. Dessa forma, para incrementar as vendas, é necessário ampliar as áreas plantadas, diversificar o cultivo da mandioca para melhorar a produtividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva na comunidade.

Objetivo geral

Instalação de uma unidade de produção de ração agroecológica feita a base da mandioca, destinada a alimentar bovinos, galinhas, porcos, caprinos e ovinos.

Objetivos específicos
  • Recuperação dos solos aumentando a maior disponibilidade de nutrientes das plantas através da diversificação da produção.
  • Desenvolver experiências de referência em cultivo agroecológico de mandioca.
  • Melhorar a qualidade do rebanho por meio do manejo alimentar correto.
  • Maior valorização financeira do rebanho.
  • Fortalecer a organização social das mulheres na comunidade.
  • Ampliar as capacidades técnica de gerenciamento coletivo das mulheres, promovendo a gestão compartilhada da unidade de benefeciamento.
  • Ampliação dos niveis de renda indireta das mulheres através do consumo da ração para os animais .
  • Ampliação dos niveis de renda monetária das mulheres através da comercialização da ração.
  • Contribuir para a autonomia pessoal e econômica das mulheres;
  • Estimular relações comerciais justas e solidárias entre as produtores e consumidores.
  • Ampliar através da divulgação da comercialização da ração a visibilidade das potencialidades da mandiocultura na região.

O Projeto Ração do Sertão é realizado pela ONG Chapada e financiado pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADEPE).

A convivência com o Semiárido pressupõe a adoção da cultura do estoque. O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) foi o primeiro programa desenvolvido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), no início dos anos 2000, com o objetivo de atender a uma necessidade básica da população que vive no campo: água de beber. Com isso, o programa visa melhorar a vida das famílias que vivem na região semiárida do Brasil, garantindo o acesso à água de qualidade.

Nessa perspectiva, a iniciativa prevê a implementação de tecnologias sociais de acesso a água para captar e armazenar água da chuva destinada ao consumo humano de famílias rurais. As cisternas são construídas de acordo com as normativas técnicas apoiadas no âmbito do Programa Cisternas. Através do armazenamento da água da chuva em cisternas construídas com placas de cimento ao lado de cada casa, as famílias que vivem na zona rural dos municípios do Semiárido passam a ter água potável na própria residência. Não sendo mais necessário o sacrifício do deslocamento de quilômetros para buscar água para fazer um café, cozinhar e beber.

Isso é o chamamos de descentralização e democratização da água. Em vez de grandes açudes, muitas vezes construídos em terras particulares, as cisternas estocam um volume de água para uso de cada família. A grande conquista destas famílias é que elas passam de dependentes a gestoras de sua própria água.

Assim, o P1MC possibilita inúmeros avanços não só para as famílias, mas para as comunidades rurais como um todo, como o aumento da frequência escolar, a diminuição da incidência de doenças em virtude do consumo de água contaminada e a diminuição da sobrecarga de trabalho das mulheres nas atividades domésticas.

Com o P1MC, muitas comunidades rurais vêm passando por uma transformação mais profunda e estruturante. Com a passagem do programa na localidade, ficam os ensinamentos de que, reunidos e organizados, é mais garantido conquistar direitos violados. Assim, através do estímulo à organização comunitária, a conquista da cidadania vai se tornando realidade.

Atualmente a ONG Chapada executa o programa nos municípios de Araripina, com 203 tecnologias; Bodocó, com 170 e, em Lagoa Grande, 121 famílias serão beneficiadas. Além da cisterna de placa que tem capacidade para armazenar 16 mil litros de água, nesta etapa do P1MC, também serão construídas cisternas nas escolas – que guarda até 52 mil litros de água, sendo duas em Araripina, uma em Bodocó e uma em Lagoa Grande.

Ainda durante o atual governo Lula, no termo de parceria anterior, a ONG Chapada já construiu 367 cisternas em Araripina; 53, em Trindade; 200, em Bodocó e, 220, em Moreilândia.

Dessa forma, o povo do Semiárido vai mudando sua história ao construir, com seu próprio suor, labor e alegria, uma nova história. Uma história escrita a partir do reconhecimento de sua capacidade de luta e defesa de seus direitos, no que se refere ao acesso à água, a educação contextualizada e de qualidade, ao crédito, à preservação das sementes crioulas, ao direito de se comunicar, entre tantos outros.

A ONG Chapada é uma das organizações gestoras do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), que é desenvolvido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) com o apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

A convivência com o Semiárido pressupõe a adoção da cultura do estoque. O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) foi o primeiro programa desenvolvido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), no início dos anos 2000, com o objetivo de atender a uma necessidade básica da população que vive no campo: água de beber. Com isso, o programa visa melhorar a vida das famílias que vivem na região semiárida do Brasil, garantindo o acesso à água de qualidade.

Nessa perspectiva, a iniciativa prevê a implementação de tecnologias sociais de acesso a água para captar e armazenar água da chuva destinada ao consumo humano de famílias rurais. As cisternas são construídas de acordo com as normativas técnicas apoiadas no âmbito do Programa Cisternas. Através do armazenamento da água da chuva em cisternas construídas com placas de cimento ao lado de cada casa, as famílias que vivem na zona rural dos municípios do Semiárido passam a ter água potável na própria residência. Não sendo mais necessário o sacrifício do deslocamento de quilômetros para buscar água para fazer um café, cozinhar e beber.

Isso é o chamamos de descentralização e democratização da água. Em vez de grandes açudes, muitas vezes construídos em terras particulares, as cisternas estocam um volume de água para uso de cada família. A grande conquista destas famílias é que elas passam de dependentes a gestoras de sua própria água.

Assim, o P1MC possibilita inúmeros avanços não só para as famílias, mas para as comunidades rurais como um todo, como o aumento da frequência escolar, a diminuição da incidência de doenças em virtude do consumo de água contaminada e a diminuição da sobrecarga de trabalho das mulheres nas atividades domésticas.

Com o P1MC, muitas comunidades rurais vêm passando por uma transformação mais profunda e estruturante. Com a passagem do programa na localidade, ficam os ensinamentos de que, reunidos e organizados, é mais garantido conquistar direitos violados. Assim, através do estímulo à organização comunitária, a conquista da cidadania vai se tornando realidade.

Atualmente a ONG Chapada executa o programa nos municípios de Araripina (200), Bodocó (200), Moreilândia (130) e Trindade (53). Dessa forma, o povo do Semiárido vai mudando sua história ao construir, com seu próprio suor, labor e alegria, uma nova história. Uma história escrita a partir do reconhecimento de sua capacidade de luta e defesa de seus direitos, no que se refere ao acesso à água, a educação contextualizada e de qualidade, ao crédito, à preservação das sementes crioulas, ao direito de se comunicar, entre tantos outros.