Crédito: Maeldo Oliveira

Entre os dias 24 e 26 de outubro, no município de Petrolina, técnicos do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário e do governo da Argentina visitaram famílias do Sítio Paulista que foram beneficiadas com cisternas de placas que captam e armazenam 16 mil litros de água da chuva para o consumo humano. A comitiva também visitou experiências agroecológicas assessoradas pelo Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada) no Sítio Coelho e Assentamento Gavião.

As experiências são desenvolvidas por famílias agricultoras beneficiadas com a cisterna-calçadão, uma tecnologia que guarda até 52 mil litros de água para produção de alimentos e criação de pequenos animais. Na ocasião, agricultores/as puderam expressar que antes de receber a cisterna a vida era muito difícil, pois tinham que se deslocar de carroças de boi para locais distantes e a água trazida não era suficiente para o consumo familiar.

Os visitantes também puderam observar que apesar da estiagem prolongada na região, os reservatórios hídricos estão com água e dessa forma as famílias conseguem garantir a produção de hortas e a criação de bodes e ovelhas.

Para a coordenadora de projetos do Chapada, Valéria Landim, o sentimento é de alegria e gratidão. “Vimos a disponibilidade de água para o consumo doméstico, criação animal e produção de alimentos, cujo excedente é comercializado. Os produtos são saudáveis e cultivados sem o uso de agrotóxicos, já que as famílias visitadas estão envolvidas no Projeto Quintais que mudam o Sertão”, explica.

A iniciativa é desenvolvida pelo Chapada, conta com recursos do governo federal e consiste em prestar assessoria técnica voltada para agroecologia e convivência com o clima da região.

Crédito: Maeldo Oliveira

Ainda durante a visita, a comitiva se deslocou até a escola quilombola Água do Velho Chico, na cidade de Orocó, para conhecer a cisterna de 52 m³ construída pelo Projeto Cisternas nas Escolas, que é desenvolvido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e executado pelo Chapada no município. Além da valorização da cultura quilombola, foi visto uma pequena horta medicinal e de hortaliças mantida com a água da tecnologia, que também é utilizada no preparo da merenda escolar.

Ao final dos trabalhos, os visitantes puderam avaliar a importância da continuidade do Programa Cisternas que vem enfrentando cortes no orçamento e, portanto, a necessidade de mobilizar os povos do Semiárido para pressionar o governo federal a não acabar com as políticas destinadas à agricultura familiar.

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