Com o objetivo de mostrar a importância dos derivados da mandioca e também gerar emprego e renda para as famílias, há quase três meses, mandiocultoras do Sertão do Araripe criaram a Feira Sabores Serrano, no município de Santa Filomena.

A feira acontece uma vez por mês e reúne seis mulheres que buscam boas oportunidades de comercialização dos derivados da mandioca. A ideia surgiu em razão do Projeto Convergir Mulher, que consistiu no trabalho de formação da rede de agentes de políticas públicas para mulheres rurais da mandiocultura.

“Não podemos dizer que o projeto foi determinante, mas avaliamos que a força de vontade das mulheres em conquistar autonomia, aliada a participação delas nos cursos de formação do projeto, foi imprescindível para que a feira se tornasse uma realidade. Durante os módulos, as mulheres se sentiram motivadas a empreender e, para o Chapada, é gratificante perceber a feira como um resultado concreto do projeto”, resume a coordenadora de projetos da entidade, Valéria Landim.

A Feira Sabores Serrano oferece uma variedade de bolos, tortas, doces e salgados. “Para mim, a feira se resume em duas palavras: conhecimento e desenvolvimento. No término do curso, quando a professora falou que iria trazer receitas para aprendermos mais sobre a culinária da mandioca, tivemos a ideia de criar a feira. Se não fosse o projeto a feira não existiria, mas Deus nos ajudou”, declara a mandiocultora da Serra do Inácio, Expedita Ferraz.

Para as mulheres envolvidas na feira, o mais importante é que o trabalho evolua na busca de apoios e parcerias, no sentido de captar recursos para ampliação e diversificação dos produtos, e assim, consolidar esse espaço de comercialização como uma referência na região.

Programa Convergir Mulher

O Programa Convergir Mulher: Mandiocultoras do Araripe terminou em julho deste ano e foi realizado pela Secretaria Estadual da Mulher em parceria com o Chapada. Durante um ano e meio, 150 mulheres e 75 crianças (filhos/as das mulheres) puderam participar de cursos sobre formação sociopolítica com recortes de gênero (80 horas-aula) e tecnologias sustentáveis aplicadas ao cultivo e processamento da mandioca (80 horas-aula). Durante os cursos, as mulheres também se envolveram em atividades recreativas junto com seus filhos.

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