Escolas rurais receberão cisterna de 52 mil litros – Foto ASA Brasil

Com o objetivo de possibilitar o acesso à água de qualidade para o consumo das comunidades escolares na região semiárida, por meio da construção de cisternas, com capacidade para armazenar até 52 mil litros de água, o Programa Cisternas nas Escolas, desenvolvido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), traz uma proposta diferenciada para alunos/as que vivem e estudam na zona rural.

Desde junho, o Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada) é uma das organizações que executa o projeto nos Sertões do Araripe e São Francisco. A ideia é atender 46 escolas dos municípios de Araripina, Cabrobó e Orocó para difundir e fortalecer as estratégias de convivência com o Semiárido, através da proposta político pedagógica da educação contextualizada.

O projeto prioriza as escolas localizadas em comunidades indígenas e quilombolas e também escolas que não têm acesso à água e infraestrutura ou que têm insuficiência hídrica, menor regularidade de abastecimento e maior quantidade de crianças matriculadas na faixa etária inferior a 15 anos.

De acordo com o calendário de atividades do Programa Cisternas nas Escolas está previsto a realização de encontros comunitários, territoriais e com as comissões municipais; seleção e cadastramento das escolas, além de capacitações em educação contextualizada, gestão das cisternas e dos recursos hídricos, e também com pedreiros/as envolvidos/as no projeto.

Dessa forma, a metodologia pedagógica consiste em apresentar o programa aos representantes do poder público e das organizações da sociedade civil, estabelecendo acordos e parcerias que contribuam com o alcance dos objetivos. “O programa possibilita o envolvimento das comunidades escolares num processo de formação participativo em torno dos cuidados no uso da água, estimulando debates e reflexões acerca da realidade local”, afirma o coordenador geral do Chapada, Alexandre Pereira.

Para a entidade, o programa é uma grande oportunidade para sensibilizar educadores/as sobre a importância em debater a temática da educação contextualizada, como elemento gerador de uma lógica de educação emancipadora, de valorização do saber popular e reconhecimento das potencialidades locais.

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