Fotos: Joniley Carvalho e Rubenildo Alves

Em março o Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada) realizou dois eventos de encerramento do Projeto Pernambuco mais Produtivo nos municípios de Cabrobó e Terra Nova, Sertão de Pernambuco. Participaram agricultores/as beneficiados/as com as cisternas-calçadão e representantes dos sindicatos e conselhos de desenvolvimento rural sustentável dos dois municípios. A ideia foi avaliar o processo de execução do projeto, que inclusive em Cabrobó, atendeu uma comunidade quilombola.

“O Jatobá II é uma comunidade quilombola reconhecida pela União e que moram mais de 200 famílias. Já fomos contemplados com alguns projetos coletivos, a exemplo do Projeto Quintais que Mudam o Sertão, que prestou assessoria técnica às famílias através do Chapada. Ficamos muito tristes com o término dele, mas tivemos muitos avanços, pois conseguimos formar um grupo para fazer o beneficiamento de frutas na comunidade. Já temos a estrutura física, agora só falta iniciar. Além disso, também fomos beneficiados com a construção de nove cisternas na comunidade, porém como muitas famílias ainda precisam, vamos continuar lutando”, afirma a liderança quilombola, Joana Angélica.

Na oportunidade, os participantes puderam discutir sobre as dificuldades e questões técnicas encontradas, assim como o envolvimento das famílias e parceiros locais considerando as mudanças trazidas a partir da implantação do caráter produtivo nas propriedades rurais. “Eu vou fazer mais sete canteiros daqueles para plantar muitas verduras”, comenta seu Cláudio Hermínio, mais conhecido como Carioca, do Assentamento Eloita Pereira, em Cabrobó.

Em Terra Nova, o agricultor da Fazenda do Poço da Pedra, José Adenilson, conhecido como Zé de Lió, dividiu sua experiência com os participantes e conversou sobre as conquistas adquiridas. “Numa área de 1800 metros, consigo produzir 160 toneladas de ração por ano, alimentando 100 animais. Meu custo anual na aquisição da ração ficava em torno de 18 mil reais, mas depois da assessoria técnica do Chapada, estou conseguindo produzir a quantidade necessária com os recursos da minha propriedade”, destacou.

Ainda durante os encontros, foram apresentados os dados das feiras agroecológicas assessoradas pelo Chapada. “Mostramos um pouco do potencial da atividade de comercialização agroecológica, principalmente para esse público que foi recentemente beneficiado com a cisterna e precisa de um incentivo maior para produzir. Acreditamos que essas famílias conseguirão êxito e o Chapada não pretende sair desse território, pois continuaremos buscando novas oportunidades de trabalho por aqui”, finaliza o coordenador técnico do Chapada, Tales Matos.

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