Carta da ASA traz propostas do Semiárido para os próximos anos

O clientelismo político, aliado do coronelismo, que imperou secularmente na região semiárida brasileira, aprofundou as desigualdades socioeconômicas e a concentração fundiária, implementando soluções com gigantismo e ineficiência, alimentadoras da “indústria da seca” e que, efetivamente, não mudaram a realidade na região na perspectiva de criar oportunidade para todos e todas.

Na contramão desse pensamento político, conviver com o Semiárido significa valorizar seu povo, sua cultura, seu modo de ser e de viver, seu protagonismo. É assumir seu povo na sua imensa diversidade de raças, etnias, gerações, identidades de gênero e orientações sexuais. É assumi-lo, especialmente, como construtor e senhor de sua própria história, sem perder de vista processos fundamentais, como: a política de estoque de água, sementes e alimentos, garantindo vida digna e saudável para as pessoas e também contribuindo com a conservação da sociobiodiversidade; e, por outro lado, valorizando elementos outros como educação contextualizada, conservação da Caatinga, querer bem a natureza, cultura.

Através dos investimentos em políticas públicas sociais garantidoras do bem viver, foi possível se contrapor às desigualdades em muitas regiões do Semiárido. Nos últimos dois anos, porém, vivenciamos a desconstrução destas e de outras políticas, representando um retrocesso de até 30 anos na garantia dos direitos, ameaçando os frutos da caminhada, deixando a população desesperançada quanto ao futuro da região e trazendo à tona o fantasma da indústria da seca e, pior, o retorno da miséria e da fome.

Não é esse o Semiárido que queremos. Não é esse o Brasil que queremos!

Nós, integrantes da ASA, entendemos ser necessário um redirecionamento drástico e profundo. Não é mais possível a condução do Brasil por meio destas políticas concentradoras, geradoras de exclusão e de morte. Entendemos que não se pode continuar tratando o Semiárido com políticas e estratégias que excluem seu povo e negam, ao mesmo, oportunidades.

Pensando nisso, elaboramos uma carta aos candidatos e às candidatas ao Pleito Eleitoral de 2018, que pode ser conferida aqui

Fonte: site ASA Brasil

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